O futuro dos testes de software

O CEO da Prime Control, Everton Arantes, foi um dos conferencistas da rodada do CIO Global realizada em Curitiba, no mês de maio.

Com base no Relatório Mundial de Qualidade 2015-2016, Arantes apresentou panorama dos desafios do setor de testes num cenário de intensa transformação digital.

Produzido desde 2009, o relatório anual ouviu 1.560 líderes de TI de 32 países em sua última versão. Entre as conclusões da pesquisa está o fato de que as mudanças tecnológicas estão gerando uma nova cultura de negócios e operações de TI que coloca o cliente como foco principal, impactando diretamente na qualidade da experiência do usuário.

Este novo estilo de negócio impacta empresas de todos os setores da cadeia produtiva e aumenta a importância e a pressão sobre os testes de garantia de qualidade.

Everton Arantes pontuou os principais desafios para QA e testes, que vão desde a preocupação crescente com a segurança, a prioridade para implantação de testes contínuos e automatizados, a necessidade de um conjunto de novas habilidades para testadores e a mudança do foco dos testes, que passa a ser pautado pela experiência do cliente.

O relatório apontou uma preocupação sem precedentes para com o orçamento destinado à QA e testes nas empresas, principalmente por parte de organizações que revelam mais consciência com as transformações digitais. Segundo dados fornecidos pelos entrevistados, a expectativa é que em 2018 o ritmo de investimento se manterá em ascensão chegando a 40% do total do orçamento de TI.

Apesar de toda a evolução identificada no levantamento, muitas corporações ainda executam apenas testes de segurança manual e no último estágio de desenvolvimento dos sistemas. Além disso, ainda prevalece o número de empresas que realizam testes com equipes internas.

Entretanto, já há uma forte e perceptível tendência das empresas em abraçar o DevOps e as metodologias ágeis em seu desenvolvimento e operações. Nesse sentido, os números apontam para um aumento considerável na opção de testes de softwares automatizados – de 28%, em 2014, para 45%, em 2015.

Everton Arantes apresentou o desencadeamento ideal para aos testes de software baseados em práticas DevOps, observando que é necessário um setup ágil de ambientes de testes para atingir o sucesso nesse quesito. Os ambientes de testes estão sendo aprimorados com a virtualização e o armazenamento na nuvem.

Não é exagero dizer que os testes automatizados são a estratégia-chave para que as empresas tenham êxito e atinjam a qualidade na experiência do cliente e a consequente proteção do seu negócio. São importantes o feedback contínuo durante o ciclo de desenvolvimento de software, a manutenção dos investimentos em automação de testes e o avanço para a integração e entrega contínua.

Manter a equipe desafiada com a expansão de suas habilidades para além dos testes manuais e automatizados é apontado pelo CEO da Prime Control como uma força motriz para o desenvolvimento da cultura da mentalidade corporativa.

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