Os rumos dos Testes de Software

Num mundo essencialmente digital grande parte das organizações ainda sofre com a velocidade das mudanças tecnológicas para se posicionarem de forma competitiva no mercado. Qualquer item que não cumpra os elevados padrões desempenho pode causar uma grave perda de valor da marca, queda de receita e diminuição da capacidade de atrair e manter clientes. As organizações estão competindo por clientes em múltiplas frentes: in loco, na web e através de aplicações móveis. Por isso, as respostas de TI às megatendências tais como Internet das Coisas, Big Data, Cloud Computing, Mobile e Governments são determinantes para o sucesso ou o fracasso de uma organização.

A Capgemini, um dos principais provedores globais de serviços de consultoria, tecnologia e terceirização, e a Sogeti, sua divisão de serviços profissionais, divulgou no final de 2015 os resultados da 7ª edição do World Quality Report (Relatório Mundial sobre Qualidade). Publicado em parceria com a HP, o estudo anual avalia o nível de qualidade das aplicações e testes em diversos setores e regiões norteando as partes envolvidas nesse momento de evolução tecnológica.

O relatório revela que as empresas estão valorizando mais a garantia da qualidade e os testes devido à velocidade da transformação digital, que está contribuindo para o aumento do número de novas aplicações, afetando suas operações. Este ponto foi considerado um obstáculo pelas empresas entrevistadas, uma vez que 55% das corporações identificaram ‘a mudança rápida da funcionalidade das aplicações’ como sendo o maior desafio.

O aumento da consciência em relação à segurança certamente é impulsionada pela transformação digital e os testes de segurança se tornaram essenciais para a maioria das corporações. No entanto, a experiência do usuário e a flexibilidade se mostram tão importantes quanto. A tolerância dos usuários a erros e instabilidades do sistema está cada vez menor. Um simples comentário em rede social pode ser desastroso. O papel da experiência do usuário é agora uma preocupação considerável – 79% dos entrevistados no levantamento identificam isso como uma questão fundamental para a garantia de qualidade do software. Isso representa uma grande mudança para as organizações, que percebem a importância cada vez maior de fornecer uma experiência consistente e contínua ao cliente sempre que eles interagirem com a empresa.

A maturidade do mercado de garantia de qualidade e testes tem feito com que a função se torne uma operação de negócio crítica. Como um número cada vez maior de organizações tem adotado o DevOps e o Agile, vários cargos estão sendo criados para acompanhar a importância e o tamanho do mercado. Cargos que nunca existiram, como engenheiros de teste para desenvolvimento de software, estão surgindo, e a demanda por essas posições deve aumentar à medida que garantia da qualidade se tornar uma área mais essencial para as operações das organizações.

Paralelamente, médias e pequenas organizações estão implementando estruturas híbridas que combinam os benefícios da centralização da governança, processos e relatórios com um modelo descentralizado, no qual testadores estão integrados ao time dos projetos e trabalham próximo ao negócio. Em 2012, 51% dos projetos de testes eram feitos in house; em 2014 esse número caiu para 30%, o que mostra que as empresas estão interessadas em permanecer envolvidas a trabalhar juntas com terceiros para aprimorar a qualidade das aplicações. No entanto, esperam que os provedores desses serviços entendam profundamente o negócio.

Como tentativa de obter controle sobre a introdução de novas aplicações, o estudo da Capgemini mostra um aumento de 9% das verbas de TI destinadas aos testes e garantia da qualidade em relação ao mesmo período do ano anterior. Deste montante, quase metade (49%) é dedicada à manutenção, cujo foco é tentar garantir que as aplicações sejam adequadas ao negócio.
As organizações continuam investindo na segurança da integridade dos seus sistemas, com 81% tendo citado este item como sendo o principal motivo para a realização de testes.

As disrupções tecnológicas, como a Internet das Coisas (IoT), big data e mobilidade, estão levando à transformações mais rápidas do que nunca. As empresas precisam mudar rapidamente para permanecerem à frente, competir e se adaptar ao novo estilo de fazer negócios. Com isso, cresce sobremaneira a necessidade de as empresas testadoras entenderem o negócio e suas necessidades.

Um número cada vez maior de empresas veem os serviços de infraestrutura em nuvem como um veículo fundamental. O teste em nuvem é uma maneira simples e segura para simular exaustivamente o tráfego de usuários do mundo real sem o custo e a complexidade de fazê-lo no sistema tradicional. Usando testes de nuvem, torna-se mais acessível e rápido testar o desempenho do aplicativo antes de um produto ou serviço ir para a produção. Isso traz uma grande vantagem competitiva para o negócio. Segurança (59%) e performance (57%) são as principais áreas de testes em migração para o sistema de nuvem. O uso da nuvem como ambiente de teste subiu de 24%, em 2013, para 32%, em 2014, e a previsão é que cresça para 49%, em 2017.

Em média, as empresas investem 33% do orçamento de testes no ambiente de testes (hardware e infraestrutura). A virtualização e o cloud computing estão ajudando a reduzir esses custos. Níveis mais altos de expertise estão permitindo que as empresas reduzam seus desafios operacionais relacionados ao ambiente e à automação de testes. Contudo, apenas 28% dos testes estão sendo automatizados, sugerindo que ainda muitas empresas não conseguiram atingir o nível desejado de automação.

Como se vê, as organizações estão investindo fortemente em ambientes e dados de testes, priorizando a automação total de todos os ecossistemas. Porém, elas devem evoluir para um ciclo de vida integrado e inteligente que possa gerar sinergia no que diz respeito à garantia do negócio. É preciso ter em mente que não há espaço para complacência em tecnologia. Esta é uma indústria que não parou de evoluir desde que foi fundada e está sempre se reinventando.

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