A Psicologia por Trás da UX

Ao pensar na experiência do usuário (normalmente referida por meio da sigla UX – “User Experience”), os profissionais de desenvolvimento de softwares têm uma infinidade de elementos a considerar. Organizados de maneira inteligente, esses elementos desempenham um papel crítico no sucesso da aplicação. Sem os devidos cuidados, porém, podem levar a um retumbante fracasso.

Em sua busca por criar experiências que sejam agradáveis e envolventes para seus usuários, os UX designers podem contar com o apoio de um grande aliado: a Psicologia.

O poder de reconhecer padrões

A vida imersa em modernidade e tecnologia não muda o fato de que nosso cérebro carrega bases que remontam à Pré-História. Um dos componentes desta base é a habilidade de reconhecer padrões.

Fumaça e fogo, rugidos e predadores, espinhos e perigo: o homem das cavernas precisava assimilar padrões para poder responder com agilidade. O homem moderno não está livre disso – um exemplo são as leis de trânsito, os padrões nos semáforos… É preciso processar sinais rapidamente.

Um padrão clássico usado no UX Design é utilizar a cor vermelha para botões de “Cancelar”, e verde ou azul para “Ok”. Um disquete como sinônimo de “Salvar” também é consagrado. É claro que não nos limitamos a elementos pequenos: estruturas de check-out em e-commerces, por exemplo, também seguem um padrão facilmente reconhecível.

Infelizmente, há pessoas mal intencionadas, que se aproveitam dessa nossa tendência a seguir o “piloto automático” quando encontramos padrão e criam interfaces que induzem a erros. Sites de companhias aéreas poderiam “empurrar” discretamente serviços extras durante um processo de compra, que passam despercebidos enquanto o usuário prossegue.

Propagandas de jogos podem exibir fases que são especialmente interessantes mas correspondem a apenas uma pequena parte do jogo – levando o usuário a crer que representam bem a experiência.

Caçando recompensas

Estudos recentes demonstraram que nosso cérebro sente prazer por antecipação quando busca recompensas – mesmo que não as obtenhamos. Some a isso nossa procura constante por padrões e você terá um gancho poderoso para prender a atenção dos seus usuários.

Um exemplo notável é o Facebook: por consumir constantemente conteúdos envolventes, nosso cérebro “supõe” que sempre haverá algo interessante na plataforma, e assim ficamos tentados a checar o aplicativo constantemente. Com o Twitter e o Instagram, o princípio é o mesmo – e este é um dos ingredientes responsáveis pelo sucesso dessas plataformas.

A procura pelo reconhecimento

Outra forte tendência psicológica compartilhada pela maioria das pessoas é a satisfação em obter reconhecimento. Comentários, curtidas, visualizações de vídeo… Por mais que sejam, muitas vezes, superficiais, essas demonstrações de reconhecimento tendem a nos trazer satisfação.

Entre outros motivos, é por isso que praticamente todas as redes sociais evidenciam os “indicativos de sucesso” de uma publicação. Além disso, embora certas estatísticas (como o número de vezes em que um post de Instagram foi “salvo”) fiquem disponíveis apenas para o usuário, o impacto delas no cérebro permanece.

De modo geral, a experiência oferecida pelas aplicações é louvável e positiva. Contudo, o usuário precisa estar atento para não cometer excessos, e nem se deixar levar por gatilhos psicológicos a ponto de perder o controle. Nada em exagero é saudável – por mais divertido e interessante que seja.

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