Agilidade x Velocidade no desenvolvimento de softwares

“Adotar metodologias para o desenvolvimento ágil torna as equipes mais ‘velozes’ em suas entregas.” À primeira vista, parece uma observação muito plausível. Contudo, a realidade mostra que a relação entre agilidade e velocidade de desenvolvimento não é assim tão óbvia.

Devemos considerar, para início de conversa, o período de adaptação pelo qual toda equipe passa antes de adotar uma metodologia ágil. É normal que tanto a velocidade quanto a qualidade das entregas diminua nas primeiras sprints, enquanto o time se adapta ao novo método e, mais do que isso, à nova mentalidade – especialmente quando já está há algum tempo trabalhando em um contexto “não ágil”. A tendência, contudo, é que os dois aspectos (velocidade e qualidade) evolua, superando a marca inicial.

O “ágil” não é um método fechado de trabalho, mas um conjunto de princípios e valores que, aplicados a crenças, motiva decisões e promove mudanças nos trabalhos. Não basta simplesmente imitar as práticas de outra equipe: é preciso que cada uma encontre as soluções mais adequadas ao seu próprio caso – soluções, aliás, que devem ser refinadas conforme a necessidade.

Ser ágil, ainda, não se resume a entregar rapidamente; envolve se adaptar aos obstáculos que surgem (um dos doze princípios do Manifesto Ágil diz que é preciso “acolher mudanças de pedidos (…) Os processos ágeis incorporam a mudança para gerar vantagem competitiva ao cliente”).

Este Border Collie não é tão veloz quanto um Whippet, mas certamente é mais ágil. Ser ágil é lidar bem com as mudanças.

Como reflexo da maior eficácia da equipe, as entregas passam a estar mais alinhadas com as necessidades do demandante. Essa melhora na qualidade diminui a necessidade de retrabalho, o que por sua vez leva a um ganho de prazo – nesse sentido, a entrega se torna mais “veloz”. E, muitas vezes, o amadurecimento da equipe leva, de fato, a sprints mais rápidas.

Em resumo, tornar-se ágil pode levar uma equipe a ser mais veloz, mas mais importante do que entregar rapidamente é entregar com qualidade. Se for possível fazer ambos, melhor ainda!

Automação de Testes - O Guia do Gestor

Conforme os sistemas crescem, é impossível garantir qualidade sem o uso de uma boa camada de testes automatizados. Regras de negócios cada vez mais complexas, a necessidade de uso de grandes massas de dados, além das inúmeras plataformas onde as aplicações precisam ser executadas, obrigam as organizações a investirem na automação dos testes. Não há como escapar.

Este é um tema bastante extenso e complexo. É impossível resumi-lo em algumas poucas páginas. No entanto, procuramos selecionar alguns tópicos essenciais, sem os quais qualquer implantação estaria fadada ao fracasso. Esses são os fundamentos para qualquer gestor comprometido com seus projetos.

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