Por que sua organização não é ágil

O Ágil está em alta – e conforme cresce a velocidade com que os mercados se transformam, essa abordagem se torna cada vez mais valiosa. Tornar-se ágil parece o caminho ideal para qualquer organização que atua em mercados dinâmicos.

Infelizmente, há uma série de obstáculos a serem vencidos na busca pelo Ágil, e muitos gestores caem no erro de achar que impor “práticas ágeis” seria o suficiente. Não é. Diremos o porquê – e vamos apontar soluções.

Falta de segurança psicológica para errar X Ambiente propício para experimentações

“Errar, mas aprender rapidamente” é um dos pressupostos do Ágil. Parte do princípio de que erros são consequências naturais da busca por inovação e, também, oportunidades de aprendizado.

Sua organização possui esta “cultura do erro”? Ou ainda entende as falhas como algo que deve ser evitado a todo custo? Neste caso, há um impedimento para implementar o Ágil, pois os colaboradores, por medo de errar, acabam evitando explorar novas ideias. Sem inovação de fato, os processos se tornam obsoletos em pouco tempo – e não atingem seu potencial.

Gestão 100% vertical X Apoio a iniciativas espontâneas

É de se esperar que os membros do “alto escalão” da empresa sejam especialmente capazes de oferecer soluções para suas equipes. Contudo, ideias valiosas podem surgir organicamente nas equipes, no dia a dia. Às vezes, é o único ambiente em que surgem.

Em um modelo no qual apenas diretores e gerentes podem propor métodos e ferramentas, muitas inovações podem acabar desperdiçadas. Perde-se, também, agilidade nas mudanças e adaptações. Isso nos leva ao próximo ponto.

Frameworks fixos X Ferramentas adaptadas à realidade da empresa

Métodos e ferramentas consagrados, como SCRUM e Kanban, não fazem sucesso por acaso: sobrevivendo ao teste do tempo, há anos elas se revelam excelentes instrumentos para os mais diversos tipos de organizações.

O problema está em se acomodar, achando que o framework não precisa ser modificado, e que a empresa é que precisa se adequar a ele. Embora certas mudanças devam, sim, ser feitas nos processos e práticas das equipes, é importante adaptar o framework para extrair ao máximo seu potencial.

Não é à toa que os próprios fornecedores de soluções estejam incluindo em seus pacotes recursos de customização.

Imposição de métodos X Mudança na cultura organizacional

Por fim, uma realidade muito bem exprimida na frase “a cultura come processos no café da manhã”, de Peter F. Drucker, é constantemente ignorada por gestores que tentam implementar o Ágil de maneira impositiva, como se fosse apenas uma série de métodos.

Se a cultura organizacional não é receptiva à mentalidade ágil, é provável que os processos sejam ignorados com o passar do tempo. Para vencer a resistência natural do ser humano a mudanças, não basta dizer “agora as coisas serão feitas desta maneira”: é preciso que os colaboradores entendam o que há por trás da novidade.

Por que não continuar seguindo os processos já consagrados? Já não se foca o suficiente no consumidor? Que história é essa de adaptações constantes? É preciso entregar as coisas mais rapidamente?

Essas e tantas outras dúvidas em relação ao Ágil devem ser esclarecidas pelos gestores; e as equipes precisam enxergar o valor que há nas novas abordagens. Chegar a esse ponto talvez seja o maior desafio na implementação do Ágil.

A Prime Control tem especialistas que podem tornar realidade a transformação ágil da sua organização. Fale conosco.

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