É preciso ser Ágil para sobreviver

O Ágil já deixou de ser um diferencial: atualmente, com aceleradas e constantes mudanças no mercado, ser ágil passou a ser uma questão de sobrevivência.

Não se trata simplesmente de ser rápido para adotar novos métodos ou substituir práticas obsoletas. Também não se trata de ter um ou outro departamento “ágil” – a abordagem, para ser efetiva, deve permear toda a organização.

A tarefa é desafiadora, mas crucial. Quando tiver terminado de ler o artigo, você saberá o porquê.

Rapidez com inteligência

Em essência, uma organização ágil é aquela capaz de responder de maneira efetiva e rápida às mudanças às quais está sujeita – como o surgimento de uma nova tecnologia, a obsolescência de um método, as mudanças nos desejos e expectativas do cliente ou uma oportunidade de negócio.

Sem uma estrutura interna organizada, dinâmica e inovadora, os preparativos necessários para responder às mudanças acabam demandando mais tempo. Quanto mais longo esse intervalo, pior, especialmente no caso de oportunidades de negócio como investimentos e fusões. Por outro lado, a rapidez em si não basta, pois ações desordenadas têm maiores chances de falhar. A pressa em responder à concorrência ajuda a explicar fiascos como o Google Wave, o Betamax ou o Microsoft Zune.

Um adendo importante: ser ágil envolve correr riscos e estar disposto a errar. Contudo, é preciso “errar com inteligência”, diminuindo as chances de erro, aprendendo rapidamente e mitigando as consequências negativas.

Razões para o Ágil

Há diversos motivos para se buscar o Ágil dentro de uma organização. A primeira e mais evidente é a constante evolução tecnológica, que afeta as expectativas dos consumidores, a produtividade das empresas e a própria segurança das operações.

Um exemplo de como a tecnologia influencia os desejos do público está na evolução dos dispositivos móveis: um site ou aplicativo que não funcione bem em um smartphone está praticamente fadado ao fracasso. E-commerces podem perder vendas, aplicações podem ser mal avaliadas e empresas têm suas reputações manchadas. O custo para lidar com esses problemas é altíssimo, e às vezes os efeitos são irremediáveis.

Por outro lado, uma organização que responda a esse tipo de anseio tem muito a ganhar. É o caso de lojas que oferecem uma experiência integrada entre seus vários canais de atendimento, facilitando a jornada do consumidor. A Amazon é um exemplo que vem à mente.

Outros casos interessantes são os da Pizza Hut e da Sephora, que têm utilizado chatbots de maneira bem integrada à realidade dos seus respectivos públicos. No caso da Pizza Hut, é possível acessar o menu e fazer pedidos através do Facebook Messenger ou do Twitter; já o chatbot da Sephora promove um diálogo efetivo com o cliente, fazendo recomendações personalizadas e até abrindo espaço para “experimentar” produtos por meio de selfies.

O Ágil também colabora para a dinâmica interna das organizações, naturalmente. Além do ganho de produtividade, promove maior integração entre as equipes e um ambiente mais propício a inovações. E, ao criar um ambiente propício para inovação e crescimento, ajuda a treinar e reter colaboradores talentosos – cada vez mais valiosos em tempos de constante inovação tecnológica.

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